Antes de eleger uma gordura vilã, é preciso compreender as diferenças entre elas, além de suas funções importantes para nosso organismo. Vamos entender melhor esse impasse gordura animal x gordura vegetal.
O consumo de gordura vegetal e animal exercem papel fundamental no corpo humano. Também são importantes para o auxílio do transporte de vitaminas lipossolúveis, além de revestir e proteger órgãos vitais.
O consumo de gordura é muito comum entre as pessoas, porém quem busca uma alimentação saudável logo pensa em eliminar ou restringir seu consumo ao mínimo possível, pois o entendimento e a falta de informações atuais sobre o assunto causam muitas dúvidas. Por isso, para conhecer melhor as gorduras vamos ver as diferenças entre elas no decorrer deste texto.
Gordura animal
A gordura animal é mais rica em ácidos gordos saturados do que insaturados e é sólida a temperatura ambiente, com uma cor esbranquiçada.
Os ácidos saturados, estão mais presentes na gordura de origem animal, e por muitas vezes são associadas ao incorreto metabolismo das gorduras.
De qualquer forma as duas gorduras animal quanto vegetal podem ser consumidas, desde que com sabedoria tanto para seu corpo quanto para suas características metabólicas.
A banha de porco por exemplo deve ser vista como menos maléfica que o óleo de soja. Isso quebra o tabu de que apenas gorduras vegetais são saudáveis, enquanto todos acham que a gordura animal é maléfica.
Gordura vegetal
Formada sobretudo por ácidos graxos mono e poli-insaturados. Normalmente são encontradas em forma líquida em temperatura ambiente. Só que tudo muda quando ela é exposta a altas temperaturas, isso porque nesse momento ela acaba gerando a acroleína, uma substancia tóxica que acelera o processo de envelhecimento e está associada a alguns tipos de câncer.
As gorduras vegetais ou chamadas gorduras trans são encontradas em produtos industrializados para melhorar a consistência de alguns alimentos, o que estão ligados ao desenvolvimento de doenças do coração e entre outras doenças degenerativas.
Características da gordura animal
Carnes, leite integral, queijos, manteiga, requeijão, iogurtes são os principais alimentos de origem animal. Estes são considerados boas fontes de proteínas e contém grande parte de vitaminas e minerais que necessitamos.
Toda gordura animal vem acompanhada de proteína, que é extremamente importante para a reparação e a construção de tecidos. As gorduras contribuem para a absorção de vitaminas lipossolúveis e atuam como elementos estruturais das células.
Nunca se deve cortar a gordura animal da dieta, visto que, ela é extremamente benéfica a saúde, muito encontrada em uma dieta carnívora por exemplo, cortar gordura animal da dieta não terá nenhum benefício, principalmente se as pessoas substituírem por carboidratos refinados.
Gordura animal faz bem à saúde?
A resposta é SIM. Com o passar do tempo, as gorduras animais perderam o posto de vilãs na dieta, abrindo espaço para outra questão: o equilíbrio.
De acordo com estudos recentes o consumo de gordura animal está associado a longevidade maior. Para cientistas, com base em resultados de pesquisa e ao contrário da crença popular, o consumo de gorduras em quantidade mais elevada do que os 30% de calorias diárias que as normas internacionais recomendavam desde a década de 1980 pode se sim reduzir o risco de morte por doença cardiovascular em até 23%. Por outro lado, uma quantidade elevada de ingestão de carboidratos equivalente a mais de 60% das calorias diárias aumenta esse risco.
Uma dieta que inclui gordura animal reduz sim o risco de morte prematura em até 23%. Altos níveis de gordura animal normalmente era considerada prejudicial à saúde, isso hoje mudou, esse risco já diminuiu em 13%.
Já pessoas que ingerem carboidratos encontrados nos pães, arroz apresentam um aumento de 30% no risco de morte, em comparação com pessoas que estão em uma dieta low carb ou dieta carnívora por exemplo, ou seja, com baixo consumo da substância.
Pesquisadores enfatizam que esse efeito prejudicial à saúde pelo excesso de carboidratos esteja associado ao fato de que ele é facilmente armazenado como glicose no organismo, aumentando rapidamente seu nível no sangue, o que acaba contribuindo para doenças crônicas como Diabetes e obesidade, dois fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Gordura corporal e estoque de energia
A gordura corporal representa um estoque importante de energia. Em alguns casos, suficiente para várias semanas e meses no caso de falta de excesso a alimentação. Em situações fisiológicas de jejum, assim que esgotamos a energia armazenada no fígado, começamos a “queimar” o estoque de gordura para obter mais combustível para que nosso corpo funcione.
Nos tempos de hoje, em que a maioria da população mundial tem acesso a mais “energia” do que precisa, o seu acúmulo em forma de gordura se converteu em um problema de saúde pública. Mesmo as pessoas menos favorecidas socialmente enfrentam este problema de forma crescente.
Na última década, a oferta de alimentos ricos em carboidratos refinados, cuja absorção é mais rápida, se multiplicou tremendamente. Isso foi agravado e estimulado pela crença de que esses alimentos seriam mais saudáveis por não conter as temíveis gorduras que seriam tão perigosas ao nosso coração.
Dietas a base de carboidratos foram propagadas mundo a fora, e mesmo recomendadas por governos, sociedades médicas. Cada vez surgem mais evidencias de que isso gerou um resultado catastrófico, o número de obesos e diabéticos aumentou de forma impressionante nas últimas cinco décadas, configurando uma terrível epidemia que ainda está em expansão.
O efeito dos carboidratos refinados
Os carboidratos e a consequente elevação da insulina causada pela ingesta deles provocam uma necessidade grande de comermos mais. Somente as custas de muito sofrimento conseguimos controlar esses impulsos. É difícil manter o controle o tempo todo sobre esses desejos.
Os carboidratos refinados, de rápida absorção, levam a elevação dos níveis de açúcar no sangue. Também estimulam partes do cérebro que, literalmente, provocam dependência de forma semelhante ao álcool e as drogas.
Juntando então o poder viciante de certos alimentos, a maior disponibilidade deles e as características de muitos indivíduos de resistência à insulina e a elevação dos níveis da mesma, temos aí todas as condições necessárias para o agravamento da epidemia da obesidade e Diabetes Tipo 2.
Podemos então concluir que pessoas “gordinhas” não tem na gula e na preguiça a causa do problema. Por outro lado, nos podemos nos fazer de vítimas ou nos consolar com o fato de termos encontrado uma boa explicação para dar, principalmente para nós mesmos, por nunca conseguirmos nos manter de forma sustentável com o peso que desejamos.
Importância nutricional da gordura animal
- Melhora a capacidade de absorção de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K;
- Fornece ácidos graxos essenciais importantes para as membranas de tecidos;
- Atuam como precursores para a síntese de reguladores do metabolismo;
- Interferem de forma positiva na palatabilidade da dieta;
- Valor energético baixíssimo para microorganismos ruminais;
Particularidades da gordura vegetal
No mundo vegetal existem apenas óleos e não gorduras, por isso, elas são produzidas industrialmente e com o propósito de ser uma “alternativa” ás gorduras saturadas. Desenvolvidas a partir dos óleos vegetais e marinhos, que são submetidos a um processo de hidrogenação industrial em condições de alta pressão e temperatura por várias horas. As gorduras vegetais sempre são motivos de debates, pesquisas e estudos. Isso porque já se sabe que suas ingestões diárias são prejudiciais à saúde que aumentam o colesterol total, o “colesterol ruim” (LDL), além de reduzir os níveis de colesterol bom (HDL), elevando o risco de desenvolver obesidade e doenças cardiovasculares.
Função das gorduras vegetais
Tem como função modificar a textura dos alimentos, por exemplo, dar aquela “crocância” naqueles alimentos submetidos á fritura. Outra razão é que as gorduras vegetais aumentam o prazo de validade dos alimentos.
É importante destacar que a gordura vegetal não está apenas nas frituras, mas também em biscoitos, sorvetes, chocolates, macarrão instantâneo, chips e temperos prontos, tortas, bolos prontos, pipoca, e uma infinidade de produtos que são consumidos por crianças, jovens, adultos e idosos.
Gorduras vegetais produzidas a partir de óleo de soja
Produzidas a partir de óleo as gorduras vegetais estão presentes na produção de sorvetes, frituras, massas de biscoitos, recheios e cremes. Recentemente foram lançadas as gorduras vegetais para bolos aerados. A soja é uma fonte de grande disponibilidade de gorduras poli-insaturadas e mono-insaturadas.
Gorduras vegetais com base em óleo de soja são mais utilizadas nas aplicações industriais, conferindo uma textura plástica adequada para as aplicações que se destinam, realçando o sabor e facilitando o desenvolvimento de produtos finais.
Gordura vegetal e saúde
A gordura vegetal foi criada pela indústria para ser uma alternativa substituta absurda da gordura animal, então considerada a grande vilã das doenças cardiovasculares.
Começou a ser usada no início dos anos 70. Ela é obtida depois que os óleos vegetais são submetidos a um procedimento químico. Nesse processo os óleos vegetais se solidificam. O resultado é uma gordura mais grossa, onde há uma alteração radical no interior da estrutura molecular da gordura.
Portanto a resposta é sim, a gordura vegetal é maléfica a saúde humana, pois aumenta os riscos de doenças cardiovasculares, infarto e derrame.
Banha de porco x gordura vegetal
Quando a gordura vegetal ou óleos industriais foi inventada para substituir a gordura animal veio junto o intuito de deixar os processos industriais mais baratos.
A única gordura vegetal mesmo é a gordura de côco, que se usava antigamente, para cozinhar, antes do aparecimento dos óleos de soja em lata.
Já a banha de porco, alimento “polêmico”, rico em gorduras boas, voltou a ser usada de maneira cada vez mais frequente. Banha de porco nada mais é que a gordura do porco, ao contrário da maior parte de outras gorduras, altas temperaturas sem a liberação de compostos tóxicos, sendo uma opção muito mais saudável no preparo dos alimentos.
Antigamente a banha era muito usada pela população, por ser uma opção mais barata que os óleos vegetais, podendo ser usada no preparo de diversas refeições. Porém a indústria, passou a investir em outros tipos de óleos vegetais com um preço mais acessível, e menor teor de gorduras saturadas e colesterol, fazendo com que a gordura animal fosse desaparecendo das casas dos brasileiros.
A banha de porco pode proporcionar grandes benefícios a saúde, pois contém vitamina A, vitamina C, vitaminas do complexo B, Folato, Colina e betaína.
Como utilizar a banha do porco
A banha de porco pode ser produzida a partir de qualquer parte do porco, desde que exista uma elevada concentração de tecido adiposo. O mais comum é vir da gordura visceral que envolve os rins no interior do lombo. A melhor banha é a obtida através do toucinho, gordura subcutânea entre a pele e o músculo do porco.
Essa gordura é utilizada na preparação de alimentos, sendo vantajosa por não liberar toxinas quando aquecida e manter um sabor neutro.
Gordura animal e dieta carnívora
Comer gordura animal não irá te deixar mais obeso, a gordura animal não deveria ser nunca cortada de sua dieta, visto que é saudável para o bom funcionamento do organismo.
A gordura animal conhecida como a gordura boa tem funções importantes, entre elas nos ajudar a atingir saciedade mais rapidamente. Essa gordura é encontrada nas carnes, peixes, azeite e abacate.
Em uma dieta carnívora a base de alimentos de origem animal, mantem os níveis de insulina baixos ao longo do dia, o que promoverá a perda de peso. A insulina é o hormônio que favorece os estoques de gordura e contê-lo não só ajuda na perda de peso, como também ajuda a diminuir o risco de desenvolvimento de Diabetes.
