Cada dia que passa mais se tem falado sobre nossa flora intestinal, e a grande importância que ela representa para o bom funcionamento e desempenho do nosso corpo, o intestino é um dos órgãos mais importantes do nosso sistema, por tanto criar o habito de escutar seu intestino é muito importante.
Nos dias atuais se fala até que nosso intestino é nosso “segundo cérebro”, mas porquê? Vamos entender melhor no decorrer deste texto.
Segundo muitos médicos e nutricionistas nosso intestino vai muito além de só processar a comida que ingerimos.
Nosso intestino tem mais neurônios que é a espinha dorsal e age independentemente do sistema nervoso central.
Esse considerado nosso “segundo cérebro”, ou seja, nosso intestino, é independente em nossas entranhas, e sua complexa comunidade microbiana influem no nosso bem-estar geral, isso mesmo, acredite você ou não este órgão tem função fundamental para ficarmos felizes e bem-humorados.
Portanto é de fato que cada vez mais profissionais de saúde acreditem que, a função do nosso sistema digestivo vai muito além de simplesmente processar a comida ingerida. E mais, os mesmos profissionais vem investigando se esse órgão poderia ser utilizado para tratamentos de doenças mentais ou do sistema imunológico. Será isso possível? Vamos descobrir?
Um sistema nervoso totalmente autônomo
Diferente de qualquer órgão do nosso corpo, nosso intestino pode sim sem sombra de dúvida funcionar sozinho. Apresenta sua própria autonomia para tomar suas próprias decisões, não precisa que o cérebro lhe diga o que fazer.
O que comanda o intestino, é o que conhecemos e chamamos de sistema nervoso entérico (SNE), que é uma “sucursal”, do sistema nervoso autônomo do corpo, que o responsável por controlar diretamente nosso sistema digestivo.
Esse sistema nervoso se estende pelo tecido que reveste o estômago e o sistema digestivo, onde apresenta seus próprios circuitos neurais.
Apesar dele funcionar independente, ele se comunica com o sistema nervoso central (SNC), através dos sistemas simpáticos e parassimpáticos.
Vitalidade das células no intestino
Cerca de 70% das nossas células do nosso sistema imunológico vivem no nosso intestino. Isso torna a saúde do nosso intestino a chave para nossa imunidade as doenças.
Pesquisas recentes têm mostrado que, se você possui problemas intestinais, é muito mais provável que seja mais vulnerável a doenças comuns, como exemplo podemos citar a gripe.
E as bactérias?
Sabemos que 50% de nossas fezes são bactérias, não só apenas restos de comida, aproximadamente metade de nossas fezes é formada por bactérias.
Inúmeras dessas bactérias são boas, e por isso os transplantes de fezes podem ser uma forma de tratamento vital para alguns pacientes com microbiota intestinal debilitado.
Diversificação de dietas
Precisamos entender que quanto mais for diversificada nossa dieta, mais o seu microbioma será diversificado.
Em nosso intestino vivem mais de trilhões de micróbios, que gostam de diferentes alimentos. Esses micróbios são essenciais para a nossa digestão, porque sua atividade permite que nosso corpo absorva certos nutrientes dos alimentos.
Eu gosto de dizer que os micróbios são nossos “bichinhos de estimação”, então por sua vez, você deve muito cuidar deles e alimentá-los.
Diferentes micróbios prosperam com diferentes alimentos e, por isso, o microbioma intestinal melhora com uma dieta bem planejada e diversificada. Um microbioma rico e variado está associado a uma maior saúde intestinal, e por consequência, a um bem-estar geral maior.
Por outro lado, pessoas que sempre comem as mesmas coisas, tem um micro bioma mais pobre.
Intestino: estresse x estado de ânimo
Você sabia que seu intestino está ligado aos seus níveis de estresse e seu estado geral de ânimo? Pois sim se você tem problemas intestinais, o que é fundamental você fazer é observar a quanto estresse você está submetido. Então desestressar é muito mais importante que tudo, segundo especialistas.
Também é valido pensar que, a maior parte da serotonina do corpo está estimada a uma proporção de 80% a 90%, e é encontrada no trato gastrointestinal.
A serotonina é um neurotransmissor que afeta muitas funções corporais, como o peristaltismo intestinal, o movimento involuntário que o intestino faz para empurrar o bolo alimentar e permitir que a digestão aconteça no lugar certo.
Ela é associada a inúmeros transtornos psiquiátricos. Sua concentração pode ser reduzida pelo estresse e influenciar o humor, a ansiedade e a felicidade.
Muita pesquisa tem provado encontrar em seres humanos e também em animais evidencias sobre diferenças encontradas no microbioma intestinal de pacientes com transtornos mentais, como a depressão.
A importância de um intestino saudável
A relação entre intestino x cérebro é de extrema importância, para que nosso organismo trabalhe melhor.
Possuir grande variedade de tipos de bactérias intestinais pode melhorar o desempenho de funções essenciais para o corpo humano, como exemplo é o funcionamento do nosso sistema imunológico, que é fortemente influenciado pela saúde da microbiota intestinal.
Além disso tais bactérias, também vão favorecer melhorias nos sintomas de depressão, ansiedade e até mesmo em distúrbios relacionados ao humor, como já citado acima.
Deste modo, é possível entender que um intestino saudável, consequentemente, contribui para uma maior qualidade de vida.
Da mesma maneira que, se elas mantem hábitos não saudáveis, contribui negativamente na saúde da microbiota intestinal e assim interferindo de maneira prejudicial no funcionamento de todos os sistemas do corpo.
Seguindo este sentido de conduta benéfica vemos a necessidade de focar em cinco manutenções essenciais para a preservação do nosso intestino, são elas:
- Mastigar bem sempre os alimentos;
- Esquecer as embalagens, focar nas cascas;
- Ingerir regularmente alimentos prebióticos e probióticos;
- Controlar o estresse;
- Evitar o consumo de glúten;
Equilíbrio intestino x cérebro
É essencial que ressaltemos aqui a suma importância de o nosso intestino x cérebro estar em sintonia seja ela, física ou bioquimicamente, através de inúmeros nervos diferentes entre si.
- Nervo vago: um dos maiores nervos conectores do eixo intestino-cérebro;
- Neurotransmissores: onde o eixo também se encontra conectado por neurotransmissores, estes produzidos pelo nosso cérebro, que também é responsável por controlar nossos sentimentos e emoções. Lembrando que um importante neurotransmissor é a serotonina, que contribui para funções além das relacionadas ao emocional;
- Micróbios intestinais: segundo nossa ciência, é de única e exclusiva responsabilidade dos micróbios intestinais o controle do sistema imunológico e da inflamação, avaliando o que nosso corpo recebe e o que ele elimina;
Para resumir, o eixo intestino-cérebro possui funções que vão desde ao desempenho físico de um indivíduo até a sua capacidade emocional e cognitiva, afetando de maneira geral a sua saúde, qualidade de vida e a promoção de uma longevidade mais saudável.
Barreira imunológica
O intestino é a principal porta de entrada do nosso organismo, o que gera grande interação como nosso sistema imunológico. O muco que cobre toda a superfície intestinal contém diversas moléculas que barram fisicamente a entrada de patógenos (moléculas causadoras de doenças).
Atrás do muco está o tecido epitelial, que na junção entre suas células, o espaço necessário para permitir a passagem de nutrientes, mas barrar patógenos que possam atravessar o muco. Com isso, cerca de 70% das células do sistema imune estão concentradas no intestino.
Microbiota intestinal e obesidade
Em ação conjunta com o sistema nervoso, a microbiota intestinal atua na produção e liberação de neurotransmissores e hormônios que controlam o movimento da comida no intestino e as sensações de bem-estar, fome e saciedade.
A microbiota influencia também na regulação dos níveis de açúcar no sangue e na forma de armazenamento de gordura no corpo.
Quando em desiquilíbrio, ela pode ainda provocar um processo inflamatório, que tem potencial para deixar o intestino permeável, uma condição que permite a passagem de bactérias e toxinas para o organismo. Assim, aumentam a possibilidade de ocorrência de obesidade, síndrome metabólica e Diabetes tipo 2.
Ameaças a saúde do intestino
O intestino pode entrar em desiquilíbrio por fatores de origem interna ou externa ao organismo, mas de ocorrência relativamente comum.
- Substancias tóxicas derivadas da dieta, como alimentos mal digeridos, corantes, conservantes e adoçantes artificiais;
- Mau funcionamento de outros órgãos, que podem produzir toxinas que chegam ao intestino;
- Substancias liberadas em quadros de estresse crônico;
- Ação de medicamentos, como antibióticos;
- Substancias químicas como agrotóxicos, álcool e tabaco;
- Compostos produzidos por bactérias maléficas;
No intestino essas substancias podem agravar e gerar diversas consequências, que podem ser leves como:
- Inchaço e gases;
- Cólica;
- Fadiga;
- Dores de cabeça;
- Sensibilidade alimentar;
Ou então em casos mais graves:
- Corpo altamente inflamado;
- Hiper permeabilidade intestinal;
- Imunidade baixa;
- Alergias;
- Obesidade;
- Depressão e alterações de humor;
Alimentação para sua saúde intestinal
Apresentar um hábito intestinal adequado representa uma peça chave e fundamental para nosso bem-estar, além de contribuir na prevenção de doenças intestinais e desempenhar importante papel no sistema imunológico.
Mas o que deve ser prioritário na sua alimentação?
Agua: o consumo de líquido deve ser adequado diariamente, aproximado de 1,5 litros por dia, além de hidratar o organismo, contribui no funcionamento de intestino e eliminação de toxinas.
Mastigação: comer devagar, mastigando sempre bem os alimentos.
Incluir vegetais na dieta: legumes, verduras e sementes, uma dieta interessante nesse caso seria a low carb, pois possui alimentos que contém elementos essenciais para o desenvolvimento das bactérias benéficas que precisam habitar no nosso organismo.
Diminua os ultra processados: o consumo excessivo de açúcares e alimentos industrializados prejudica e diminui a defesa da barreira intestinal, compromete sua integridade e a produção do muco, que é essencial para a correta absorção dos nutrientes ingeridos.
Além disso, as substancias químicas presentes nesses produtos podem causar quadros de inflamação intestinal e até distúrbios no metabolismo.
Cuide do seu corpo, hábitos como a atividade física, técnicas de relaxamento e terapia também devem ser priorizados, visto que é o corpo e a mente estão relacionados.
