Para ampliar a autonomia das pessoas durante suas escolhas alimentares e para exigirem o cumprimento do direito humano a alimentação adequada e saudável é fundamental o acesso as informações confiáveis e consistentes, respeitando a identidade e a cultura alimentar da população. A adoção de hábitos alimentares saudáveis não se trata apenas de uma escolha individual, sendo influenciada por diversos fatores, vamos entender melhor qual a melhor opção em dietas tradicionais x dieta carnívora.
A cada dia mais informações sobre alimentação e nutrição são divulgadas nas mídias sociais, seus objetivos incluem reduzir o peso, prevenir doenças ou até mesmo “potencializar” a saúde.
Contudo, em geral, essas informações são pouco qualificadas se você não tomar cuidado aonde você busca as fontes, pois com um baixo nível de evidencia tornam difícil a assimilação e acabam provocando, muitas vezes, alterações desnecessárias na alimentação, sem considerar os potenciais efeitos prejudiciais ao organismo ou a cultura alimentar.
Neste texto vou poder te apresentar a diferença das dietas tradicionais, conhecidas como “comida de verdade”, será que por trás de um bom prato colorido com todas as classes dos alimentos está realmente o que você busca em qualidade de vida e alimentação saudável? Ou será que se você simplesmente seguir uma dieta carnívora você já não vai estar achando o que tanto busca em tantas dietas diferentes? Dietas que você já tentou praticar inúmeras vezes e por fim não alcançou seu objetivo.
É tão comum o modo como as informações chegam e são veiculadas, que fica claro e convincente que a adoção de tal estratégia anunciada é imediata. Mesmo quando as pessoas procuram um profissional de saúde para esclarecer suas dúvidas, na maioria das vezes buscam uma resposta objetiva, sem reflexão sobre as informações.
Analise crítica sobre o tema
Antes de você aceitar uma resposta imediata de questões relacionadas a alimentação e a nutrição do seu corpo, é importante investigar, e como faço isso? Fazendo perguntas é claro!
Porque devo fazer isso? Qual a minha relação com a alimentação? Essa recomendação está de acordo com a minha vida? Será a melhor estratégia para atingir meu objetivo? Pode prejudicar ou causar danos a minha saúde? E por ai vai.
Essas poucas perguntas podem te auxiliar a ponderar a qualidade das informações que você está recebendo, e sobretudo refletir sobre as explicações fornecidas.
Por inúmeras vezes não percebemos, mas as informações impostas pela mídia, são utilizadas de estratégias persuasivas para adoção de tal dieta que não necessariamente seja saudável.
Cabe destacar aqui que a função da mídia social é essencialmente aumentar a venda de certo produto, ou da adoção de tais dietas, e não informar, ou ao menos educar as pessoas em seus hábitos alimentares. Outra questão também que entra aqui é o que realmente é saudável, ou se terá o efeito desejado.
Os hábitos alimentares de uma dieta carnívora coroam ao homem indivíduo da sociedade como superior hierárquico nas relações sociais e com isto, auxiliam no desprezo com relação aos demais segmentos sociais, aos quais são destinados os alimentos que a classe dominante optou por não consumir e os direitos que optou por renunciar.
Isto porque…
A alimentação e o preparo do alimento estão revestidos de práticas sociais associadas ao gênero, que acabam por perpetuar as desigualdades sociais na temática, uma vez que determinam, de forma inicial e com justificativas exclusivamente de cunho cultural, quais tarefas e alimentos serão destinados a quais indivíduos.
As desigualdades alimentares presentes em diversos grupos sociais, deste modo, não apenas fomentam as iniquidades sociais, mas também refletem diretamente na relação interpessoal e na criação dos indivíduos, uma vez que definem ainda, a existência e a diferenciação entre as classes produtora e consumidora.
Como consequência se alimentar, um ato básico e necessário na vida dos seres humanos, se torna cada vez mais complexo mecanismo a diversos fatores, que variam de acordo com os valores subjetivos existentes na sociedade.
Dietas tradicionais ou dietas da moda
A busca pelo emagrecimento é muito discutida na mídia, não apenas pela interferência na saúde das pessoas, mas também pelo culto á beleza. Recorrentemente tem sido divulgado “novas dietas”, com a promessa de efeitos milagrosos. Contudo fica a dúvida da vitalidade dessas informações.
As “dietas da moda”, que prometem redução de peso rápida e sem sacrifícios, são dissociadas dos diversos determinantes de saúde e da nossa nutrição, constituem padrões de comportamento alimentar não usuais, adotados por seus seguidores.
Seu sucesso é atribuído principalmente a motivação inicial das pessoas pelo contato, com algo novo, além da promessa de resultados rápidos. Entretanto, a adesão a essas dietas é temporária, visto que, é abandonada em poucas semanas, uma vez que as mudanças propostas não condizem com os hábitos e o cotidiano do indivíduo.
Não é recomendado nenhum tipo de dieta sem orientação de um profissional da saúde, em especifico de um nutricionista, sendo que para a manutenção de um peso adequado e saudável, a reeducação alimentar, a pratica regular de atividade física e a adoção de outros hábitos alimentares são sempre as melhores escolhas.
Impactos e consequências das dietas da moda
As dietas restritivas também conhecidas como dietas da moda, vem ficando em evidencia nas últimas décadas por conta de celebridades, que adquirem um poder de influência através da mídia social, prometendo assim resultados mirabolantes.
Junto com as dietas da moda tem vindo os transtornos alimentares, que tem como característica ser um distúrbio mental relacionado ao comportamento dos hábitos alimentares e controle de massa corporal, que podem afetar a saúde física e psicológica.
As dietas da moda geram um grande impacto no perfil comportamental de indivíduos que fazem adesão a elas, acreditando no seu potencial milagroso de redução drástica de peso.
Muitas vezes as dietas da moda são criadas a partir de estudos inválidos, as dietas da moda costumam ser chamadas desta maneira por serem práticas alimentares amplamente conhecidas e temporárias, que prometem resultados rápidos e atrativos, mas ainda são carentes de embasamento cientifico.
Outro fator que compromete a eficácia da dieta da moda, é sua falta de individualidade, sem nenhum procedimento que reconheça tal indivíduo como um todo, ao contrário da dieta carnívora que já envolve todo o aspecto que engloba cada indivíduo por si só.
Cada dia que passa cresce mais a exposição a dietas da moda, com adesão de cardápios semanais, e depoimentos de pessoas que emagreceram, indicando meios para se conseguir o emagrecimento.
Dietas da moda x transtornos alimentares
O comportamento alimentar é muito mais do que o ato de comer, engloba estímulos internos e externos, fatores orgânicos, psicológicos e sociais, possui também motivações ocultas relacionadas ás carências psicológicas e ás emoções e conflitos que não dependem somente da fome e das necessidades fisiológicas.
Os transtornos alimentares são fatores multifatoriais resultantes das interações de fenômenos pessoais, familiares e socioculturais, e se caracteriza pela preocupação intensa com a alimentação, peso e aparência.
Os tipos de transtornos alimentares são:
- Anorexia nervosa;
- Bulimia nervosa;
- Transtornos alimentares não especificados;
- Transtorno de comer compulsivo;
O padrão de beleza imposto pela sociedade, se difere muito da realidade da maioria dos indivíduos, faz com que essas pessoas se sintam desconfortáveis quanto a sua aparência e sejam influenciados a seguir uma dieta para poder se adequar ao “padrão”.
A interrupção dessas dietas é inevitável, visto que não se reflete na adequação pessoal do indivíduo, como por exemplo a falta de controle e disciplina. Isso não significa que a modificação do comportamento alimentar não seja necessária para alguns, em especial para aqueles que correm risco de comorbidades pelo excesso de peso e alimentação inadequada.
Consumo de carne, saciedade e saúde
Apesar de rotineiro na vida dos seres humanos, comer é um ato extremamente complexo. Diferentes fatores interferem na escolha de onde, como comer, o que comer, disponibilidade dos alimentos, horário do dia, ambiente onde a refeição é realizada, sensação de fome.
Esta última, “sensação de fome”, é definida como sensação consciente, que reflete ao impulso mental de comer.
Diversos mecanismo são interligados na sensação da fome, incluindo a restrição de capacidade gástrica e os sinalizadores biológicos, que determinam a necessidade de terminar uma refeição.
Sabemos que alguns tipos de alimentos geram maior saciedade, são eles:
- Carne;
- Ovos;
- Peixes;
Os mesmos promovem maior saciedade, pois produzem maior estimulo hormonal, fazendo com que fiquemos satisfeitos por muito mais tempo. De maneira semelhante, o consumo de carne estimula a serotonina, que também está associada a sensação de saciedade. Além disso, quando os níveis de serotonina estão baixos, o indivíduo tem menor controle da saciedade e sente maior necessidade de comer alimentos ricos em açúcares, o que favorece o ganho de peso corporal.
Dieta carnívora e saúde
A dieta carnívora tem trazido muitos benefícios a saúde de indivíduos que a praticam, visto que tais indivíduos conseguem escutar o que seu corpo está pedindo. Como assim? Isso mesmo, a dieta carnívora é uma dieta extremamente eficaz, saciante, e muito segura.
Se você começar a prestar atenção como você se sente fisicamente, mentalmente, emocionalmente e cognitivamente.
Ao contrário das dietas da moda, a dieta carnívora requer sim período de adaptação, não devemos nos enganar, todo objetivo tem seu sacrifício, não só para esse estilo de alimentação mas para tudo que queremos conquistar em nossas vidas não é mesmo?
Os efeitos benéficos dessa dieta já são plausivelmente válidos, usando a ciência já existente. Com alto teor de proteínas e zero carboidratos, a dieta carnívora é extremamente saciante, menos calórica e mais densa que uma pessoa pode comer.
Você pode comer qualquer alimento de origem animal em quantidade ou combinação que preferir e beber muita água como fonte de liquido, seguindo sempre os sinais de fome e saciedade.
A carne é saciante, o gosto é bom, se pesarmos bem é muito melhor comermos muita carne sem culpa de estar fora da dieta do que se encher de sorvete, pizza.
A dieta carnívora é muito simples de perder peso, pois ela é muito hiperproteica diminuindo a ansiedade pela comida. Além de auxiliar muito em melhoria para algumas patologias como Diabetes Tipo 2, síndrome metabólica ou obesidade.
A dieta carnívora é longe do que as pessoas pensam em ser uma dieta da moda, ela é uma dieta que nossos antepassados já praticavam diariamente vivendo de caça para se alimentar.
Por fim…
A incessante busca pelo corpo perfeito estimulada por dietas da moda motiva as pessoas a contrair insatisfação corporal. Apesar dessas dietas apresentarem um resultado a curto prazo, a longo prazo as pessoas que aderem essas dietas tendem a entrar em efeito rebote, ganhando mais peso do que perderam com a dieta, o que traz mais insatisfação com o corpo, transtornos alimentares e depressão.
Deste modo é fundamental a presença de uma orientação de um profissional nutricionista para te ajudar a iniciar um plano dietético para te auxiliar na obtenção de resultados, na prevenção de doenças e melhora na qualidade de vida de forma mais efetiva.
O nutricionista é o profissional responsável pela função de garantir uma ingestão alimentar coerente com as necessidades nutricionais de cada indivíduo.
